sábado, 23 de outubro de 2010

História da união soviética ao som de tetris



Sensacional como este vídeo junta uma melodia viciante de tetris com uma letra recheada de contradições históricas e mais algumas pitadas de sacarsmo.

Analizando atentamente podemos perceber o filme começa com a imagem da decadência do império russo, aonde o povo se rebela contra o Czar Nicolau II (dono de todas as bocas de fumo dos montes urais no início do sec. XX), e consequente revolução, aonde entra em cena o estado socialista.

Neste ponto, o protagonista, ainda em estado de felicidade, considera as dificuldades da vida (cadê a maldita peça comprida para nos salvar?) como problemas menores.

Ao longo da canção a situação vai de definindo, com o regime de paz e amor, o não comprometimento da classe trabalhadora e a convicção de matar o regime antigo.

Ao ponto que "a comida no seu prato percence ao estado" (além do próprio prato e tudo mais), com a referência ao partido comunista e criadores do exército vermelho, os bolcheviques, e sutil, porém marcante, referencia aos campos de prisioneiros na sibéria.

Outra referência, de certa forma cômica, se da pela falta de comunicação e padronização itens industriais, no auge da 2ª guerra, aonde o protagonista culpa os trabalhadores do Cazaquistão por não saberem fabricar blocos de tetris e por atrazar a sua entrega.

Após eliminar ganhar a guerra, a megalomania toma conta e a palavra de ordem é conquistar apenas o mundo, claro, que as custas do trabalho do pobre "jogador" que cada vez encaixa mais e mais peças no tabuleiro da vida.

Bombas atômicas, guerra fria, corrida espacial, bases secretas... mas sua mulher esta chorando pois estão constrindo uma muralha de blocos que a separa dele a ao mesmo tempo de desfaz, tornando o trabalho que é incessante, inútil.

Eis que no ponto de virada, Gorbachev é o alvo... Pobresa, filas para comprar pão, Chernobyl... Tudo parece ser tão igual a mesma revolução que ele ajudou a criar.

Capitalismo, mercado aberto, valendo tudo pelo dinheiro e a paz e o amor que se danem, pois o óleo do Artico e o solo da Geórgia são mais importantes.

Ou seja, a história se repete e não é só lá, aqui na república das bananas também derrubamos uma ditadura e estamos inconciêntemente implantando outra... e viva la (re)evolución!

Um comentário:

Daniel disse...

Ae Diego,

Seguem três indicações ao teu blog: http://tchecnologia.blogspot.com/2010/12/conheca-os-tres-premios-que-o.html